PUTA é O CARALHO
by João Wainer
O nome verdadeiro é Maria Aparecida da Silva, mas na Central do Brasil é conhecida por Márcia. Aos 42, trabalha como faxineira de manhã em uma firma e prostituta a tarde, em frente a estação de trem mais movimentada do Rio de Janeiro.
Era gostosa, mas depois de tantos anos trabalhando como puta já não é mais. Assim mesmo ainda tem seus clientes fiéis, que não dispensam uma foda “completa” por R$35,00 depois de um dia de trabalho pesado. Como não é mais jovem, quem chegar com R$ 15,00 leva. São pedreiros, pintores, taxistas, eletricistas, porteiros. Usam o corpo de Márcia pra aliviar as tensões do cotidiano embaçado que gente pobre tem.
Cida mora em Itaguaí, zona norte do Rio, a 70 km do seu local de trabalho. De busão são quase duas horas.
A casa é simples, quarto e sala sem acabamento, tijolo baiano a vista, chão de terra e cimento, móveis improvisados, cortinas ao invés de portas e um retrato de Jesus na parede.
Um pedaço de bombril na antena ajuda a diminuir o chiado do capitulo de Malhação que as crianças assistem na televisão pequena sobre o armário. Como toda casa pobre, falta tudo mas sobra dignidade. Café, bolacha de maizena e Dolly sobre a mesa pra receber os convidados.
Mora ali com seus filhos, André, 18, Camila, 22, seus netos Wesley,5, Ketheleen,3, a mãe alcoólatra Idalina e a filha adotiva deficiente mental Verinha.
Cida sustenta a casa sozinha. Não fosse o dinheiro dos programas, provavelmente o filho estaria no crime, a filha na prostituição, a mãe alcoólatra pela rua gritando absurdos abraçada a uma garrafa de pinga e só Deus sabe onde estariam os netos e a filha adotiva deficiente mental.
Puta é o caralho, Cida é uma guerreira. Foi para o sacrifício e manteve na unha vermelha a família unida. Foi capaz de perder sua dignidade pra preservar a dos seus. Quem seria capaz disso? Você seria?
Ao conhecer essa mulher, tive a certeza absoluta de que as mulheres são superiores aos homens.
Pensei nos defensores da moral e bons costumes dos programas vespertinos de TV, nos hipócritas que bradam absurdos nos palanques, no horário eleitoral gratuito. Sinto o gosto de vômito na garganta. Quem é mais puta? Quem é mais desonesto? Quem é o verdadeiro filho da puta?
Com olhar forte e digno, Cida tem a cabeça erguida e a hombridade de quem sabe que cumpre o seu dever com rara honestidade. Quem hoje em dia pode dormir tranqüilo assim?



Parabéns…..fiquei arrepiado!!!
Muito bom mesmo
Muito Foda! Muito bom mesmo!
Um filho de 18 e uma filha de 22, e mesmo assim ela sustenta a casa sozinha?
Literalmente, são filhos da puta.
Desculpa, mas eu teria ido pedir dinheiro no sinal, pra ajudar, se a minha mãe fosse puta.
Excelente comentário. Deixamos de lado a razão e apenas com emoção, deixamos de analisar de forma critica e racional essa situação. Isso é muito triste, e sua colocação é excelente.
Todo mundo fica sensibilizado, mas ela é puta porque quer. Essa forma de encarar a vida de forma passiva, o determina seu futuro são as escolhas que fazemos, sim, ela não precisava ser puta, é uma escolha que ela fez.
Caro João Wainer, a imparcialidade, e a emoção, não são as melhores companhias quando queremos fazer um trabalho de valor significativo para humanidade.
Concordo com a Ana em gênero, número e grau.
Primeira vez aqui e achei muito interessante a questao.
Escrevo como “resposta” aa moca que discordou, em vista dos filhos adultos aparentemente nao fazerem nada – o que acho dificil – porque, durante a leitura ia justamente pensando, “o que minhas amigas, mulheres de amigos, o que, afinal, as mulheres que conheco achariam dessa senhora, a “marcia”, nao a maria”.
Sim, porque EU, logo de cara, acho que ninguem pode repreender seu comportamento, sua “escolha”, uma luta ingloria e pesadissima por tao pouco ($).
Mas tambem na analise temos que ver o que essa pobre mulher tem a mao, ao seu alcance intelectual e o que o mundo, duro por natureza, lhe ofereceu. Os desiguais, nunca devemos escrever, TEM QUE ser medidos, analisados, sopesando todas as vicissitudes deles.
Seja lah o que for o certo, eh, sob qualquer aspecto, uma pena.
errata: escrever = esquecer.
faço minhas suas palavras.
eu teria ido pedir dinheiro no sinal, pra ajudar, se a minha mãe fosse puta
Duvido.
Quem diz que pediria dinheiro no sinal, nunca precisou pedir.
Caralho João que texto (e vida) fudida, deu um nó na garganta! abração
oi?
você mesmo foi preconceituoso em um texto tão bacana: “a filha na prostituição”?
Em nenhum momento o texto exaltou que ser prostituta é uma profissão maravilhosa. Esse trecho do texto significou pra mim que, sim, a Cida prefere ser prostituta ao ver sua filha ser. Isso é amor materno seu moralista falido.
as pessoas se dão ao trabalho de comentar cada coisa
O “perder sua dignidade” tbm me soou preconceituoso e bem mais do que “a filha na prostituição”. Por que ela perdeu a dignidade? Só por que faz sexo por dinheiro (e nem precisa entrar no mérito se é por bel prazer, se é pra ter um extra, se é pra sustentar a família etc)???????
Eu gostei do texto, entretanto.
Um abraço,
“ma oe”, né?
história foda! dessas que precisam ser contadas mesmo. valeu, joão!
Parabéns pelo texto, realmente uma história incrível que deixa a refletir. Isso mostra como as pessoas se desdobram para sobreviver numa sociedade como essa.
Acho que julgar outros é complicado… quanto a questão dos filhos maiores de idade. O texto é a realidade brasileira nua e crua. A mulher pobre e iletrada assume toda a bronca sózinha.. nem estado nem sociedade cumprem com a sua parte e o peso maior recai sobre elas.. Realidade F… dificil de mudar… A assistência social se esforça mas ataca a casquinha do problema… Pespectiva complicada para os próximos 50 anos…no mínimo
também achei inadequado colocar que a filha poderia recorrer à prostituição.
mas, gostei do texto.
que história dessa mulher.
e que filhos, hein!?
18 e 22 já dá para conseguir algum tipo de emprego.
boa historia, a Cida é guerreira, mas também não entendi o que os filhos de 18 e 22 estão fazendo em casa… e a primeira foto do post é muito foda.
Belíssimo texto e uma verdadeira história de vida…
[...] Uma das grandes reportagens da nova edição da Rolling Stone (Shakira na capa) é de Yara Morais, que para fechar seu trabalho de conclusão de curso em jornalismo alugou um barraco (por R$ 65 o mês) em uma favela barra pesada da periferia de São Paulo e passou um mês convivendo com os moradores, indo de festas de aniversário a execução de devedores do tráfico. Uma parte da reportagem está aqui. A integra só na revista.A foto que abre este post é de João Wainer, fotógrafo da Folha de S.Paulo desde 1996. Ele retrata Maria Aparecida da Silva, que na Central do Brasil, no Rio de Janeiro, é conhecida por Márcia. Aos 42, ela trabalha como faxineira de manhã em uma firma e prostituta a tarde, em frente a estação de trem mais movimentada do Rio de Janeiro. Cida sustenta quatro filhos e a mãe sozinha. Leia o texto do João Wainer aqui. [...]
Esses filhos com 18 e 22 anos? Fazem o que? Ficou contraditório dizer que a garota teria recorrido á prostituição. Sei lá, gente. Conheço um pessoal aqui no meu bairro que também daria um post legal…
não entendi porque vcs consideram contraditório ou inadequado dizer que a filha poderia ter recorrido à prostituição.
pra mim, foi super acertado, porque expõe a idéia (com a qual eu concordo) de que a maioria das mulheres vai para a prostituição pra garantir as condições materiais de sobrevivencia, quando não há alternativa.
Concordo, o dificil é escapar disto, homen ou mulher nesse tipo de sociedade.
Concordo.
Concordo com o texto.
Colher elogios pela exposição pública de dramas e estórias alheias é bem coisa de hipócritas.
Abraço.
Então, diga o seria bom fazer, democracia ? Televisão ? Assistent social, rico, banqueira.
escuta: que mané de “foi preconceituoso de escrever que a filha poderia estar na prostituição nhenhenhé nhenhenhé”? nenhuma puta gostaria que suas filhas passassem pelas humilhações pelas quais tem que passar pra garantir seu sustento. mandou bem: filho de pobre não nasceu pra ser bandido, filha de pobre não nasceu pra ser puta.
A tradução da página (ao francês) pelo google trad ajuda mas precisa ser corrigida. Tentei. Por enquanto não houve retorno. Por favor quem pode, faça. Merci.
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O problema é que ninguém deveria perder a dignidade por outra pessoa,nunca.Põe essa jaguarada pra trabalhar e bola pra frente.
Não existe nenhuma justificativa válida pra filhos de 18 e 22 anos que tem uma mãe se prostituindo simplesmente ficarem em casa. Vai virar um cimento, vai fazer uma faxina, isso nunca falta pra ninguém.
E mesmo que eles desconheçam a prostituição da mãe, que cara de pau essa de ter uma mãe que faz faxina e não se prestar a ajudar. Essa mulher é uma guerreira, mas se rebaixa muito por permitir que os filhos vivam assim, sem contribuir.
Concordo com tudo, Paula. E o filho ou filha ainda arranjam netos para a mãe sustentar.
Tudo isto só se toronu possível, graças ao nosso apoio e com a Certeza de que não estamos só…
15 reais? Dá muito bem pra fazer outra coisa da vida. No fundo ela gosta do que faz.
daria pra fazer caso ela tivesse condição, não? esse papo de “é prostituta quem quer” não cola mesmo, muitas são por necessidade, conheci duas em uma casa de pessoas portadoras de HIV e as histórias são cabulosas!
parabéns pelo post!
O texto é surpreendente.
Não no sentido literal da palavra é claro, pois quantas mulheres anônimas pelo Brasil afora não enfrentam os mesmos dilemas?
Surpreendente no sentido metafísico de haver mais dignidade em uma mulher cuja profissão não é sequer reconhecida, do que nos engravatados em Brasilia, ou em suas mulheres portadoras de sei lá quantos mililitros de silicone, com suas caras entupidas de botóx. ?
São 8 pessoas na foto e o texto cita 7. Quem é a outra pessoa?
Achei forte e necessário o texto. Mas os nomes e rostos poderiam ter sidos preservados. Abraço.
Curiosos estes comentários… nos textos em que se falou sobre ladrões e assassinos as pessoas pareceram mais comedidas. Mas bastou juntar uma mulher e sexo, todos mundo parece ter um julgamento na ponta da língua. Tem gente dizendo que prostituição é necessidade, tem outro dizendo que é por ‘gosto’. Não vou eu, agora, julgar também, mas que esta exaltação é uma coisa se pensar, isto é.
você mesmo escreveu
“Puta é o caralho, Cida é uma guerreira. Foi para o sacrifício e manteve na unha vermelha a família unida. Foi capaz de perder sua dignidade pra preservar a dos seus. ”
de fato, expos a vida de uma pessoa e a desculpa “denuncia social” para brincar de justiceiro, e claro seu texto não tem nenhuma coerencia
Eis um verdadeiro exemplo de mulher, de “chefe” de família. Cida é verdadeiramente uma guerreira. Mas, como já foi destacado em outros comentários, o que esses filhos mais velhos estão fazendo em casa, enquanto a mãe – na faxina ou na prostituição – é obrigada a ir à luta diariamente?
E a realidade brasileira retratada pela Dona Maria!
Cara, de arrepiar! Linda matéria!
Não é um jeito muito honrado de ganhar a vida. Tem pessoas que passam por privações iguais ou maiores e não recorrem a esses métodos. Desculpe amigo, mas você está idolatrando uma pessoa que talvez mereça, mas não da forma que está exposta. Parabéns pelo título, altamente chamativo, por isso q vim até aqui e li tudo até o final, inclusive todos os comentários.
SDS
Robson Amante
Dramático…
…importante lembrar que o texto diz que Marcia é o esteio da casa e não deixa claro se os filhos ganham algum dinheiro ou fazem algum trabalho, diz apenas que ela sustenta a casa sozinha.
Tambem acho que Marcia ainda continua nessa vida por que gosta ja que ela tambem é faxineira.
Convenhamos… os seus não sabem de sua dupla jornada, caso contrário Ela não teria nenhuma moral nessa família, não acham?!…
Amigos,
Maria Aparecida, pelo texto, tem cuidado dos seus familiares. Isso importa!
Já muitos abastados (pelo roubo do povo) que andam por aí cuidam de quem? Roubando o país, a educação e a saúde do povo (crime hediondo) dão que tipo de exemplos aos seus familiares e a todos? Isso é cuidar?
Mas o povo tem as suas Marias. Algum filho dela poderia traficar drogas e sustentar sua família com isso. Maria não precisaria se prostituir. Mas, se fosse assim, qual seria o maior mal?
Dou meus parabéns à Maria. E ao João pelo texto, mas discordo quando disse que Maria “Foi capaz de perder sua dignidade”. Ser puta é não ter dignidade?
Feliz 2010 a todos!!
http://trink.wordpress.com/2010/01/08/feliz-2510/
Um abraço.
Realmente, Puta é o Caralho.Ela é mais mulher que muita dondoca que fica fazendo academia para chamar atenção de menininhos.
a explicação pra tudo isso é que o homem raciocinou mais que o chipanzé por mero acidende.
Ai está. O homem raciocinou mais que o chipanzé por mero acidente.
zegeraldo
Parabéns!! Alguém que tem a real visão sobre a profissão prostituta. Não é porque cobramos para dar prazer q não temos dignidade. Já fui garota de programa quando foi necessário para dar oq comer para meus filhos, hj não é mais preciso, mas não me arrependo de ter feito isso.
E me deixa triste ver alguns comentários machistas.
Otimo texto!
Boa noite amigo, gostei muito do seu blog, gostaria de oferecer patrocinio. Host+dominio gratuitos para você sem nenhum custo se tiver interesse me contate por e-mail ou MSN.
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Abraços.
Bem, cada um ao seu próprio tempo! Se você acredita em Deus, segue que ele sabe tudo, e como é impossível saber Deus por completo, então devia seguir que tem razões pra que ela siga fazendo o trabalho “mais antigo” do mundo! E não vai ser euzinho que vou julgá-la.
Manêro trabalho mano, comecei o meu blog ontem e ví o link com esse título ‘fudido’ de massa, chamando minha atenção até aqui!
Ah, lí acima que este trabalho tá na Rolling Stones, vou comprar pra ler na íntegra! Parabéns!!
Isso sim é um blog! E você defendeu a tia muito bem!
beijo da fã! :*
Quer queiram quer não, essa é a realidade de milhares de mulheres nesse país.
Nesse país com tanta “putaria” acontecendo debaixo dos panos dos grandes líderes, ninguem tem o direito de julgar pessoas, que precisam fazer o que faz para sobreviver.
Parabéns pelo post =D
Ótimo texto, dose cavalar de realidade nessa tarde quente.
Eu provavelmente não teria a coragem dela. Concordo com você e fiquei apaixonada pelo seu texto.
Obrigada!
Mel.
Emocinei.
Corrigindo: Emocionei-me.
É isso aí pessoal! Isso os grandes deveriam ler, grandes como políticos, empresários, recalcados de plantão e muitos outros que só sabem falar mal.
Uma coisa eu aprendi em minha pouca idade de 30 anos é que: tu deves julgar apenas algo que experimentastes e não algo que você só vê ou ouve os outros falarem.
No mais, é isso aí…
Ao ver o rosto sofrido dessa mulher, ver a foto de sua família e ler sobre sua história, entendo porque na Bíblia, Jesus diz que muitas prostitutas, precederiam alguns religiosos no reino de Deus. A prostituição é algo que não pode fazer apologia, e Jesus ao dizer isso não a estava fazendo. Ele simplismente disse que mesmo fazendo o que fazem algumas dessas mulheres tem mais dignidade do que muitos políticos e religiosos.
Emocionante, história muito forte. Realmente uma lição de vida.
[polêmica]
Pena que o texto teve que terminar com “Mulheres são superiores aos homens”. Acredito tanto na igualdade entre os sexos mas sempre um lado tem que tentar provocar o outro tsc tsc
[/polêmica]
Ninguém é puta se não quiser.
Eu tenho uma tese que toda puta gosta de ser puta. E ser puta não é nenhuma vergonha, é uma opção. Ela poderia ser diarista, paga-se em média R$ 70,00 por dia, fora as passagens (almoço incluído) para uma diarista na cidade do Rio de Janeiro. Como faxineira na empresa privada, ela não deve receber líquido, R$ 500,00 por mês. Como puta, ela aceita R$ 15,00 por “serviço completo”, seja lá o que for essa modalidade.
Como diarista, com uma média de 20 dias úteis por mês, ganharia R$ 1.400,00 líquidos. Se o emprego de faxineira lhe pagar R$ 500,00, para ela faturar R$ 900,00 como puta vai ter que fazer pelo menos 60 “serviços completos” por mês, ou seja, 3 por dia útil.
Já fiz faxina muitas vezes, posso garantir que é um trabalho pesado. Nunca fui puta (ou puto), não sei se é mole esse trabalho. Mas o que quero dizer é que a decisão de ser puta, não é a última opção para levar comida para casa. Pelo menos como uma profissão regular por longo tempo.
Finalizando, meu respeito a D. Aparecida, pela coragem de ter escolhido uma profissão que não é respeitada por nossa sociedade. Que ela tenha prazer (se possível, até literalmente) e que possa comprar com seus proventos o que necessita e que quer.
Abraços,
P.S. Dona Alarecida poderia colocar esses filhos para trabalhar, já tem idade para isso.
Uma puta duma guerreira!
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Todas as vezes que parei prá pensar sobre isso, o fiz com extremo(existe?)farisaismo. Faz a gente perguntar prá si mesmo as coisas da vida da gente, o que é e o que não é verdadeiramente essencial. E tudo que foge a um espírito simples, de olhar de criança,e acolhe a um moralismo hipócrita, é , sem dúvida prá meter o outro no abismo existencial e quem sabe, nos sentirmos melhor com todas as porcarias que nos rodeiam, ou até mesmo aquelas a que abraçamos como “normal”.
É como diz um poema, “sabe-se lá o que vai na alma do outro”,saber da nossa já é um dilema.
Esses filhos não valem nada.
Texto fantástico e uma história de dar nó na garganta. Gosto desse tipo de narrativa, que mostra humanidade e crítica social.
“Ao conhecer essa mulher, tive a certeza absoluta de que as mulheres são superiores aos homens.”
Ah claro, porque homens tem realmente a opção de abrir as pernas e ganhar dinheiro assim com tanta facilidade quanto uma mulher. ¬¬
“Foi capaz de perder sua dignidade pra preservar a dos seus. Quem seria capaz disso?”
Alguém sem o mínimo amor próprio.
E os filhos da guerreira? Um de 18 anos, outra de 22. Também fazem programa pra dar uma força pra mamãe ou ajudar a sustentar a vovó alcoólatra? Será que a vovó já tentou alguma vez tratar a doença e ajudar a filha a abandonar o glorioso ofício?
O que me deixa indignado não é nem o autor e sua super crítica social. Mas o povo aplaudindo a historinha da gente que faz.
Por isso esse país é o que é.
Sem mais.
Mulheres são superiores aos homens… Me conte uma novidade…
Um puta texto de uma história filha da puta. . De arrepiar!
Foda. Parabéns, tá ótemo.
cada um com seus valores. fiz um trabalho na faculdade com garotas de programa e lembro que admirei bastante o modo que afirmavam ‘a perda da dignidade’ em prol de uma condição melhor para seus filhos e família. muito bom o texto, parabéns.
1. Desculpe discordar do post acima da Daniela, a esmagadora maioria das grarotas de programa que já vim estava nessa a fim é de roupas, síadas , drogas, tinha um filho ou dois que ficava com a mãe ou parente
2. Apesar de achar o texto do João muito bom, acha que não dá pra contestar o q disse o Peterson :
“Não existe nenhuma justificativa válida pra filhos de 18 e 22 anos que tem uma mãe se prostituindo simplesmente ficarem em casa. Vai virar um cimento, vai fazer uma faxina, isso nunca falta pra ninguém.”
3. Nem os cálculos do O’Brien
Abs
Jamac,
Sim, concordo que há vários tipos de caminho que levam a prostituição. O que elas me falaram, assim, na cara é que foi sim por dinheiro rápido que entraram nessa.
Que não gostam, não é uma condição legal, mas que se orgulham dos bens que conseguiram com a grana dos programas. Mas, principalmente, porque mandam grana pra família. E isso justificaria qualquer coisa.
E elas tiravam uns 700 reais por semana.
entendi Daniela. nem nelsonrodriguianismo (.. é pq gosta… ) nem brunasurfistinismo (.. profissão nobre como tantas outras) ,, mas money talks !
É, entendi a intenção, mas não basta essa “dignidade” para construir uma família. É preciso sabedoria (que ela nem teve tempo para construir) para criar filhos que, aos 18 e 22 anos, pudessem trabalhar para que ela não precisasse mais se prostituir.
Enfim, Brasil, né?
Realmente é FODA! Também querer ser prostituta na Central do Brasil. Se fosse no calçadão de copa talvez arranjasse mais que 15,00 por dia. Mas cada qual com cada qual, e se não tem material pra vender por mais, que seja até de graça! Os “perus” agradecem o alivio!
Cheguei aqui via @RafaelIzzo, seu fã. Também depois de contar a ele a história da minha bisavó que usava do mesmo meio para pagar o lanche dos moleques depois da missa, ou comprar uma fazenda pra fazer vestido.
Minha bisa não recebia dinheiro, mas era uma mulher que gostava muito de dar, era muito calorosa e dizem, tinha um coração maior que ela. Então ela também usava o sexo para ajudar quem precisava.
Primoroso seu texto e eu vou divulgá-lo no twitter.
Abraço.
impressionante,
fiquei paralisada
Cara, há tempos não lia um post com tanta firmeza e intensidade objetivada. Parabéns.
É de se admirar, realmente, fazer tudo isso por uma família, mas daí a ter filhos que não fazem nada por ela? (Como fica subentendido no texto)
Fica a dúvida se eles sentem da mãe o orgulho que vc sentiu dela ao conhecê-la.
Ótimo texto. Que todas as mulheres que não possuem estudo, chance na vida e principalmente ajuda do governo (sic) virem putas, guerreiras, trabalhadoras. Sim, até aqui foi ironia pura.
“Putas” são quem aplaudem também um texto igual a esse, pescador de visitinhas.
Sua idéia de guerreira é diferente da minha. Por exemplo, guerreiro é o meu pai, que sofreu dentro de um quarto de hospital até onde aguentou, com safenas, infartes e hemodiálises, e mesmo assim se preocupava comigo, com minha mãe e com minha irmã. Batalhou a vida toda, se fudeu todinho, pra conseguir uma casa e uma vida justa pra que todos nós pudéssemos nos desenvolver.
Isso pra mim é ser guerreiro.
Se minha mãe estivesse na situação que esta senhora se encontra, com certeza eu a teria internado e estaria batalhando pra arrumar um trocado pra colocar comida em casa.
“Puta, drogado, ladrão” – É esse teu pensamento que faz o Brasil ser marginal. É teu olhar preconceituoso pra um preto pobre que faz ele ter raiva de você e te roubar 50 reais.
Sai de trás do computador. Jornalista que busca fama através da vida fudida dos outros? É o caralho!
Você é ignóbil ou tem problemas de interpretação de texto ?
A vida que essa senhora tem não é a mesma que sua mãe tem, playboy. Os filhos certamente não tiveram as mesmas condições de estudo nem um pai e mãe presente para cobrar-lhes estudo e hombridade.
O texto acima é excelente e mostra a vida brasileira como ela é.
E pelo jeito, o objetivo do jornalista foi alcançado.
Pegou a sua “visitinha” e de quebra ainda ganhou esse seu comentário ridículo.
Playboy cheio de “atitude” É O CARALHO !
Que é isso Bruno ?
é uma puta (sic e no sentido de boa demais ) reportagem do João, e mostra o grande artista que ele é, na imagem e nas letras . Não concordo com vc nisso.
No tocante ao valor da mulher que vai ser puta .. vc tem muita razão concordo muito com vc, mas olha só, o número de post rodando até hoje mostra como o assunto é polêmico !
Abs
Esse texto representa muitas familias e situacoes no pais.
Mais pera ai esse texto faltou mostrar oque o resto dessa familia faz?, para ajudar essa a mulher que nao precise ficar de quatro para um predeiro, pintor, eletrecista descarregar nela as tensoes dos dias,
PQP como se a mulher fose objeto de descarrego.
Entao pera ai gente cade o resto da familia que deveria estar tambem se fudendo na rua, num emprego mediocre ou olhado carro , no farol para que a mae nao fosse puta.
Eu acho que essa mulher meresse aplauso mais que devesse botar todo mundo para ralar e que se foda para que a familia cresce-sse
Pois Familia que só uma se fode vai a merda isso não é familia sao sangues sugas
eu n.magalhaes gosto dmulheres putas gosar cm buceta dela tenho um pao gigant (naColhao )
meu deus
Texto honesto. Interessante a menção de que as mulheres são superiores aos homens. Sempre pensei assim. Triste realidade de quem não teve oportunidade de estudar.
Independente das opiniões contraria ou a favor, o fato é que esta é a realidade de muitas mulheres. E o que esta em questão é a dignidade com que se leva a vida, e através desta historia fica a pergunta: quem tem mais dignidade? A puta ou o funcionário público que é pago para defender os direitos da população, e se preocupa apenas em aumentar seu próprio salario.
O texto é expressivo e coerente não foge da realidade brasileira, o cotidiano é assim mesmo e às vezes muito pior. As mulheres cada vez mais surgem no posto de chefe de família fazendo o que podem se equilibrando com um salario miserável, porém ganho de forma honesta e com muito esforço.
Este pequeno trecho da historia desta mulher daria um incrível livro, que poderia servir como ferramenta pra criticar a situação politica, social, econômica e de caráter que vive o Brasil atualmente.
Mas mesmo que seja inspiração de tese de mestrado ou doutorado, infelizmente as melhoras cabeças formadas nas Universidades federais do país, ainda não aprenderam que o mais importante não é entender a situação, mas sim transforma-la.
Muito interessante ler os comentários,gostei de alguns. A familia é dela,cada um segue um modelo,rotina,disciplina,dieta alimentar,isso acorre de forma espontanea nos lares.O que é certo e errado? a unica coisa plana no mundo é o desejo de sobrevivência. Não importa o que ela faça é sobrevivente e sobra tempo pra trepar…graças a Deus!!! Dureza é ser generosa adotando uma deficiente mental,cuidar dos netos de 3 e 5 anos,devem ser filhos da safadinha 22 anos,uma idosa alcoolotra e sobra um rapaz de 17 preguiçoso…gente!!!!
Repetindo o que o amigo fala logo acima: ainda não aprenderam que o mais importante não é entender a situação, mas sim “transforma-la.”
Hands down, Apple’s app store wins by a mile. It’s a huge soeectiln of all sorts of apps vs a rather sad soeectiln of a handful for Zune. Microsoft has plans, especially in the realm of games, but I’m not sure I’d want to bet on the future if this aspect is important to you. The iPod is a much better choice in that case.
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